Se minhas mãos pudessem despetalar
Pronuncio teu nome
nas noites bem escuras
quando chegam os astros
para beber na lua
e dormem as ramagens
das árvores ocultas.
Sinto-me esvaziado
de paixão e de música.
Louco relógio canto
mortas horas antigas.
Pronuncio teu nome,
nesta noite sombria,
e teu nome me soa
mais longe do que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente do que a mansa chuva.
Como então te amarei
alguma vez? Que culpa
tem o meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que, outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
despetalar a lua!!
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quinta-feira, março 13, 2008
Federico Garcia Lorca
Federico Garcia Lorca
Morreu ao Amanhecer
Noite de quatro luas
e uma só árvore,
com uma sombra só
e um só pássaro.
Busco em minha carne as
marcas de teus lábios.
A fonte beija o vento
sem tocá-lo.
Levo o Não que me deste,
da minha mão na palma,
como um limão de cera,
quase branco.
Noite de quatro luas
e uma só árvore.
Na ponta duma agulha,
está meu amor, girando!
Noite de quatro luas
e uma só árvore,
com uma sombra só
e um só pássaro.
Busco em minha carne as
marcas de teus lábios.
A fonte beija o vento
sem tocá-lo.
Levo o Não que me deste,
da minha mão na palma,
como um limão de cera,
quase branco.
Noite de quatro luas
e uma só árvore.
Na ponta duma agulha,
está meu amor, girando!
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