sexta-feira, janeiro 30, 2009

Goethe

"Ah, como vocês são sensatos! Paixão! Ebriedade! Loucura! Vocês, defensores da moral, tudo contemplam com tanta calma, tão indiferentes, vcs recriminam o bêbado, desprezam o louco (...) Eu me embriaguei mais de uma vez na vida, minhas paixões nunca estiveram distantes da loucura e não me arrependo. (...) É insuportável ouvir gritarem, quando alguém se comporta de maneira livre, nobre, inesperada:'Esse homem bebeu demais, está louco! Vocês, homens tão sóbrios e sábios deviam envergonhar-se!"

goethe

"Sou parte da Energia,
Que sempre o Mal pretende e que o Bem sempre cria."


Mephistopheles

Goethe

" Para ser o que sou hoje, fui vários homens e, se volto a encontrar-me com os homens que fui, não me envergonho deles. Foram etapas do que hoje sou.
Tudo o que sei, custou as dores das experiencias.
Tenho respeito pelos que procuram, pelos que tateiam, pelos que erram...
E, o que é mais importante, estou perssuadido de que minha luz se extinguiria se eu fosse o unico a possuí-la!"


vinicius de moraes

"Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto,
esse eterno levantar depois de cada queda,
essa busca de equilíbrio no fio da navalha,
essa terrível coragem diante do grande medo,
e esse medo infantil de ter pequenas coragens."

Cecilia Meirelles

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.

Cecília Meireles

Morro do que há no mundo:
do que vi, do que ouvi.
Morro do que vivi.
Morro comigo, apenas:
com lembranças amadas,
porém desesperadas.
Morro cheia de assombro
por não sentir em mim
nem princípio nem fim.
Morro: e a circunferência
fica, em redor, fechada.
Dentro sou tudo e nada.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

estou mais triste nesta triste madrugada
faça silêncio por favor nao diga nada
a solidao mora em meu peito noite e dia
e por voce nao sinto mais o que sentia

a vida passa, passa o tempo, tudo passa
os nossos sonhos lá se vão como fumaça
eu nao desejo pratear os olhos teus
mas estou triste ... estou pra dizer adeus

quarta-feira, janeiro 07, 2009

"Não que eu queira te esquecer, eu preciso. E luto contra isso, com todas as minhas forças semi-esgotadas. Preciso desesperadamente esquecer-te, como preciso neste instante de seu abraço e regresso; ou necessito de atenção; de todos os impulsos que Pan teme; que Eros lança à terra. O ar arde-me em labaredas vermelhas. Fogo e dor se misturam em um ciclo interminável. Sísifo em seu ardo labor.
IN-VA-RI-A-VEL-MEN-TE…VOCÊ."

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Rainer Maria Rilke

Esta é a saudade: viver no afeto
E não ter morada no tempo
Estes são os desejos: conversa silenciosa
Horas diárias com a eternidade.

Esta é a vida. Até que de um ontem
suba a mais solitária de todas as Horas
Tão sorridente, diferente das irmãs
que se calam eternamente.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Sylvia Plath

''Eu queria odiar você, falei: ‘Por que veio? Por quê?´. Eu desejava tua companhia. Passava das onze; fui até a porta com ele e saí na noite fria. ‘Venha cá’, ele me disse, ‘Preciso falar uma coisa bem baixinho: Gosto de você, mas não muito. Não quero gostar muito de ninguém’. Então levei um choque e revidei: ‘Eu gosto muito das pessoas ou as detesto. Tenho que ir até o fim, fundo, mergulhar, conhecê-las de verdade!’. Ele foi claro: ‘Ninguém me conhece!’. Então acabou, ponto final. Naquela noite foi duro dormir.''